quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Sobre a ansiedade...

By Maína Lins

Depois de um texto romântico e quase erótico, voltemos ao drama da vida...

Sou ansiosa, mas também esse é meu único defeito, tá bom. No resto sou perfeita. Modéstia? Quem? Rss...

Enfim, defeitos ou qualidades a parte, desde pequena eu era assim. Não dormi enquanto não me tornei a princesa da primavera aos 4 anos de idade. Não dormia antes de um acampamento da igreja, e não dormia durante o acampamento também, como medo de perder algum "bafão". Não como quando estou apaixonada, muito menos quando levo um pé da bunda - e para alguns isso é uma qualidade por que fico magra e linda quando sofro, quando volto a comer é porque está tudo bem na minha vida, esse é segredo da dieta, gente!!!. Sofro por antecipação como medo sofrer depois, aí sofro duplamente, tinha palpitações quando precisava me apresentar tocando em algum lugar e por isso sempre errava a música etc. Viva a ansiedade e aos ansiosos de plantão!

Nesses casos, a única prejudicada era eu mesma, com sono e com fome. Mas e quando nossa ansiedade é projetada em pessoas? Mais uma vez cheguei a algumas constatações, que nada mais são do que a vista de um ponto ou um ponto de vista, sem fundamentação teórico-pratico nenhuma.

A ansiedade faz a gente perder, e não me refiro apenas à paz, ao autocontrole, à saúde. A ansiedade faz você perder oportunidades. As vezes, pelo medo sofrer ou pelos sofrimentos que já passamos, exageramos em nossas expectativas, trazendo grandes doses de esperança ao que poderia ser bom. Mas pela ansiedade, estragamos aquilo que poderia ser bom e especial por nosso desejo de torna-lo espetacular em pouco tempo. A ansiedade nos impede de esperar o ciclo natural das coisas, o tempo das pessoas e nosso próprio tempo.

Vou explicar. Muitas vezes esperamos muito das pessoas e não damos o tempo que elas precisam para acomodassem a nós. Digo isso porque já estive dos dois lados. Pessoas esperaram muito de mim em pouco tempo, ficaram ansiosas, me sufocaram a ponto de me afastarem delas. Simplesmente não tive meu tempo de adaptação respeitado, a ponto do sentimento de querer bem se tornar em repulsa, por mais que eu as entendesse. 

Da mesma forma o contrário é verdadeiro. Projetei grandes expectativas e esperanças em pessoas que não suportaram e foram embora da minha vida. E aí não tem jeito, não há carinho, conversa e pedido de reconsideração que resolva. A ansiedade projetada no outro é capaz de acabar com os sentimentos mais nobres e puros que o outro possa ter, talvez seja impossível remediar tal situação. E aí, todo o investimento de um possível relacionamento  vai por água a baixo e ciclo ansiedade, sofrimento e perda recomeça.

Depois desta constatação, é possível que ainda caiamos no mesmo erro. Somos humanos, não é mesmo ? E se não são nossos erros que nos fazem crescer e amadurecer, o erro dos outros nem sempre adianta também.

Nenhum comentário:

Postar um comentário