quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Sobre o amor e seus "joguinhos"...

By Maína Lins

Há quem diga que quem tem sorte no jogo não tem sorte no amor e vice-versa. Bom, eu nunca entendi isso muito bem, pelo menos enquanto o amor for baseado em jogos.


O amor, que deveria se tratar de uma decisão unilateral no intuito de fazer o outro feliz porque isso faz quem ama feliz, precisa ser construído a base de jogos e geralmente alguém sai perdendo, aquele que insiste em desconhecer as estratégias para “prender” o ser amado.

E em se tratando de um jogo, você nunca pode dar tudo de si no primeiro momento, até porque não é sabido quanto tempo o jogo vai durar ou se um dia vai acabar. Às vezes, também, é preciso retroceder como estratégia, deixar ou outro achar que está ganhando.

Não se pode chegar e ir amando assim do nada. Você faz parecer que gosta em um momento, no outro você faz parecer que nem tanto. É preciso ir com doses homeopáticas, controlar emoções, a respiração e não mostrar tudo si, se não você perde a jogada.

E sabe o que acho disso tudo? Horrível!!!

Sonho com dia em que poderemos gostar do tamanho no sentimento. Permitir que os sentimentos tomem as proporções que realmente tiverem, grandes, pequenas ou em crescimento. 


Que a vivência do desejo seja tão intensa quanto a vontade que se tiver. Que seja possível conquistar sem retroceder, mostrando o que realmente quer ou espera do outro, sem pré julgamentos.

Calma, não me refiro a maluquices, nem a amores insanos. Apenas penso que ser o que somos e o que sentimos deveria ser o melhor o caminho, ao invés da intensa agonia de escolher o que não queremos como estratégia de jogo.

Que um dia o amor possa voltar a ser o amor, a decisão unilateral de quem resolve amar. Ou que amor seja o fim daqueles que gostam um pouco agora e mais um pouco amanhã. Ou ainda, que amor seja manifestado livremente entre beijos gulosos e abraços apertados sem fim.


Enquanto isso, a aqueles de coração mole, recomendo que tentem aprender a regras do jogo, já que não tem para onde correr mesmo. Mas deixa estar, que o que é para ser vigora!



quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Sobre a ansiedade...

By Maína Lins

Depois de um texto romântico e quase erótico, voltemos ao drama da vida...

Sou ansiosa, mas também esse é meu único defeito, tá bom. No resto sou perfeita. Modéstia? Quem? Rss...

Enfim, defeitos ou qualidades a parte, desde pequena eu era assim. Não dormi enquanto não me tornei a princesa da primavera aos 4 anos de idade. Não dormia antes de um acampamento da igreja, e não dormia durante o acampamento também, como medo de perder algum "bafão". Não como quando estou apaixonada, muito menos quando levo um pé da bunda - e para alguns isso é uma qualidade por que fico magra e linda quando sofro, quando volto a comer é porque está tudo bem na minha vida, esse é segredo da dieta, gente!!!. Sofro por antecipação como medo sofrer depois, aí sofro duplamente, tinha palpitações quando precisava me apresentar tocando em algum lugar e por isso sempre errava a música etc. Viva a ansiedade e aos ansiosos de plantão!

Nesses casos, a única prejudicada era eu mesma, com sono e com fome. Mas e quando nossa ansiedade é projetada em pessoas? Mais uma vez cheguei a algumas constatações, que nada mais são do que a vista de um ponto ou um ponto de vista, sem fundamentação teórico-pratico nenhuma.

A ansiedade faz a gente perder, e não me refiro apenas à paz, ao autocontrole, à saúde. A ansiedade faz você perder oportunidades. As vezes, pelo medo sofrer ou pelos sofrimentos que já passamos, exageramos em nossas expectativas, trazendo grandes doses de esperança ao que poderia ser bom. Mas pela ansiedade, estragamos aquilo que poderia ser bom e especial por nosso desejo de torna-lo espetacular em pouco tempo. A ansiedade nos impede de esperar o ciclo natural das coisas, o tempo das pessoas e nosso próprio tempo.

Vou explicar. Muitas vezes esperamos muito das pessoas e não damos o tempo que elas precisam para acomodassem a nós. Digo isso porque já estive dos dois lados. Pessoas esperaram muito de mim em pouco tempo, ficaram ansiosas, me sufocaram a ponto de me afastarem delas. Simplesmente não tive meu tempo de adaptação respeitado, a ponto do sentimento de querer bem se tornar em repulsa, por mais que eu as entendesse. 

Da mesma forma o contrário é verdadeiro. Projetei grandes expectativas e esperanças em pessoas que não suportaram e foram embora da minha vida. E aí não tem jeito, não há carinho, conversa e pedido de reconsideração que resolva. A ansiedade projetada no outro é capaz de acabar com os sentimentos mais nobres e puros que o outro possa ter, talvez seja impossível remediar tal situação. E aí, todo o investimento de um possível relacionamento  vai por água a baixo e ciclo ansiedade, sofrimento e perda recomeça.

Depois desta constatação, é possível que ainda caiamos no mesmo erro. Somos humanos, não é mesmo ? E se não são nossos erros que nos fazem crescer e amadurecer, o erro dos outros nem sempre adianta também.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Sobre quem quer mais

By Maína Lins

Mais um texto romântico. E aí, quem se identifica?
Eita sofrência! Rss


Quero ser muito mais para você
Quero ser mais que a mulher que faz amor com você
Quero ser o seu amor
Muito mais que alguém que te proporciona prazer
Quero mais que encontros às escondidas e amassos no carro
Ou algumas horas seguras no motel
Quero segurar sua mão pelo shopping e te deixar impaciente enquanto faço compras que você considerará inúteis
Quero comprar maquiagem enquanto você diz que sou linda e não preciso de nada disso
Quero que fique chateado quando eu usar batom vermelho e não deixar você me beijar
Quero assistir um filme brega no netflix jogados no sofá da sua casa
Quero que minha família te mime com comida, pois sabem o quanto é especial para mim
Quero que meus primos finjam ciúme de mim pra te testar
Quero te levar nas festas malucas da minha família buscapé
Quero que sua mãe tenha ciúmes de nós dois, pois assim ela saberá que sou importante pra você, mas depois quero que ela goste de mim a ponto de concordar comigo e discordar de você
Quero participar do seu dia, ficar aflita junto com você na correria, fugir do trabalho para te ajudar
Quero sair correndo no fim do dia pra irmos juntos ao mercado
Queria compartilhar das aventuras insanas na sua garupa e aprender a viver com uma mochila no fim de semana
Quero fazer amor com você numa pedra na cachoeira e ficar com dor nas costas no outro dia
Quero esperar você voltar das suas viagens e comprar uma nova lingerie pra quando você chegar, mesmo que depois não se lembre nem da cor
Queria poder estar do seu lado e saber que sou seu porto seguro
Pra amar, pra morder, pra andar junto, pra brigar pelo controle da tv e depois fazer amor.
Quero que diga que vai dormir na casa de um amigo e fique uma noite inteira comigo.
Quero ficar ofegante de tanto amar você, olhar pro lado e puxar o lençol sobre nos dois
No outro dia quero acordar em paz, na certeza de que tenho um amor.
Quero que isso se repita muitas vezes
Quero estar com você por hábito, por rotina, sem esperar ansiosa a hora que vai me chamar
Quero não precisar me alimentar de whatsapp pra ter mais de você
Quero que finja ciúmes quando eu disser que poderia estar com qualquer um, e poderia mesmo, mas escolhi você naquele abraço, escolhi olhar pra você
Quero encontrar mais que desejo no seu corpo, quero encontrar carinho, afago, cafuné
Quero aprender com você e quero se encante comigo
Quero que me dê conselhos que não vou seguir
Quero me orgulhar de suas conquistas
Quero que me apoie e depois diga “eu te avisei” quando der errado
Quero que ouça minhas raivas do trabalho e concorde comigo
Quero que me dê colo quando eu chorar e diga que não estou sozinha
Quero daqui um tempo te amar e ouvir você dizer que me ama
Quero postar uma foto nossa nas redes sociais e receber parabéns de todo mundo
Quero que faça uma declaração de amor pra mim no facebook sem motivo num dia qualquer

Quero você por inteiro

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Sobre um sorriso especial...

By Maína Lins

Vocês sabem que às vezes viro poetisa, pois nem só de polemizar vive uma menina de quase 30.

Então aí vai mais um texto romântico para corações moles como o meu.

Sobre um sorriso especial...

Sabe aquele sorriso que me faz cantar minha própria canção
Aquele sorriso que faz o coração acelerar e sair do chão
Um sorriso que me faz querer mais...
Mais sorriso, mais amor, mais você.

Um sorriso que me faz rir de amor e gemer de prazer
Um sorriso que faz sentir tudo: frio, quente, úmido
Um sorriso que me faz rir sozinha ao lembrar
O sorriso mais lindo que me vicia em todo o resto.

Então sorria para mim mais uma vez, e outra vez, quantas vezes eu precisar
Permita-me sorrir com você
Permita-me afundar em seu sorriso enquanto sinto sua pele
Permita-me usar esse sorriso para também ser feliz e sorrir
Permita-me ver esse sorriso toda vez que quiser, que é todo dia, toda hora.

Não sei se é amor...e quem sabe?
Só quero seu sorriso agora enquanto somos nós dois
Não importa se é pra sempre
Se é seu sorriso que hoje me faz sorrir ao acordar
Não sei de amanhã ou depois
Só sei que seu sorriso dá saudade enquanto estamos aqui, misturados.

E toda vez que você sorrir, saberei que estou viva
E toda vez que você sorrir, meu corpo saberá porque estou com você
E toda vez que você sorrir, meus olhos vão sorrir de volta
E toda vez que você sorrir me fará bem.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Sobre estereótipos... sou para casar ou para @#%*¨*&%&?

By Maína Lins





Simplesmente adorei esse vídeo e o canal, principalmente quando dividem as mulheres em duas categorias: as mulheres para casar e as mulheres para "comer".

Tenho observado muitas meninas que ainda se esforçam para manter o estereótipo de "sou para casar", criticando e afugentando do seu círculo de amizades qualquer outra que lembre o "outro lado da força", as que são para "comer", perdendo a diversão de estar junto e misturado.

Sim, em 2015 ainda existem pessoas que se preocupam com o "diz-me com quem andas e eu te direi quem és". Exatamente  por não aceitar tal falácia que descobri que  não importa de onde veem as categorias, os estereótipos, todos equivocados, é claro. Aprendi a enxergar pessoas e a conviver com elas. Conheci muitas meninas bem resolvidas, com experiências de vida que muito me acrescentaram, independente de serem rotuladas pela sociedade em para casar ou para comer, patricinhas ou peruas, feministas ou femininas, a favor ou contra ou o aborto, gordas ou magras. Tá, algumas a gente briga, separa, volta, faz parte da arte dos relacionamentos. Tenho aprendido a gostar delas, mesmo que não concorde com suas atitudes. A partir dessa diversidade também tenho me autoconhecido e respeitado mais sentimentos alheios e os meus.

Agora imaginemos que as mulheres categorizassem os homens da mesma forma, só que não. Nos apaixonamos pelo cara para "comer" no intuito de transformá-lo em para casar. Sim, porque o cara para "casar" é muito bonzinho e não atiça em nada o imaginário da mulher contemporânea. Viu? A mulher também carrega outros tipos de categorias e os confunde.

Portanto, deixemos esses rótulos de lado. Vamos nos dispor a conhecer pessoas e os que elas podem acrescentar em nossas vidas, com suas histórias, experiências e lamentações. E vai que a garota da igreja casa com o boy cretino, e vai que o boy unção escolhe a menina para "comer", e vai que são felizes para sempre. Talvez a periguete com vestido de elástico, rebolando a bunda para o cantor sertanejo possa ser a companheira mais fiel. Talvez a menina para casar precise de um "moleque piranha" para perceber que existe muito mais na vida do que o casamento da Barbie. 

Percebi que meu julgamento muda mais que o clima de Brasília. Odeio ter aquela velha opinião formada sobre tudo.














quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Sobre mudanças e os diversos fluxos da vida...


By Maína Lins



Há pessoas que são felizes com o que são, com o que fazem e morrem se deixarem de ser. Outras, como eu, tem um prazo de validade, vivem de ciclos, fases, são movidas a desafios, se não morrem.

Entretanto, passar de fase, assim como nos games, não é tarefa fácil. As vezes perdemos uma vida e é preciso recomeçar do mesmo lugar ou até retroceder. Esse é o ônus na instabilidade, da vida com emoção, de quem gosta de arriscar, de quem não vive a vida de forma linear.

E aqui não critico quem nasce, cresce, vive em meio a papai, mamãe e irmão, estuda, namora, noiva e casa para recomeçar o fluxo “normal”. A estes dou meus parabéns, são cada dia mais raridade neste mundo, são de fato escolhidos por Deus para seguir o fluxo.

Aos outros, com suas vidas curvas, em espiral, em um eterno vai e volta... a estes eu tiro o chapéu, são verdadeiros heróis pela insistência em viver, em desafiar, em desbravar, em acreditar no improvável, até que um dia Deus também os escolha para voltar a seguir o fluxo, ou não, talvez o destino seja esse mesmo, a inconstância.

Para mim, viver de forma linear, seria uma surpresa, nem sei se saberia lidar com a constância. Estou tão acostumada as voltas que a vida dá, às novas atividades, às novas possibilidades, às mudanças.

Minha pouca experiência de vida me ensinou a não ter medo só porque as chances de dar errado serão sempre maiores, mas nunca saberemos se não tentarmos. É como pedir um boy em namoro, o não você já tem, o sim é uma possibilidade. Poderia não ter pedido e teria uma experiência a menos no currículo, que triste. Ou como dizia um antigo chefe quando pedi para mudar de cargo: “ninguém sabe o que o calado quer, agora eu sei que você quer mudar de cargo”. Em pouco tempo consegui um novo desafio. Estou aqui quebrando a cabeça, acertando e errando, mas como disse, é o ônus. Poderia estar exercendo a mesma função, carregada de tédio e infeliz. Mas o simples fato de dizer o que eu queria trouxe novos rumos, novas experiências. E não é disso que a vida é feita, de experimentar e aprender?


Então se sua vida é um constante “ziguezague”, orgulhe-se de não seguir o fluxo, você está vivendo no modo HARD.

Sobre a esperança e o amor...

By Maína Lins

Eu queria escrever, não sabia bem o que. Mas esse blog é sobre boys, não é mesmo? Então vamos a eles, dentro da minha perspectiva, é claro.

Para isso, permitir-me levar por meus devaneios em busca de algo relevante para mais um texto dentro do contexto. Afinal, já tenho alguns leitores que curtem minhas bobagens, textos românticos, desabafos, reflexões ou simplesmente um pouco de autoajuda, ou esperança. Não me importo como interpretem meus textos, até gosto, pois faço isso por prazer.

Meus devaneios me levaram a refletir sobre toda minha história, meus amores, casos, flertes, paixões, amizades coloridas e namoricos. Tá, não foram tantos casos assim, mas tiveram motivações distintas. 
Entretanto, todos eles carregavam o mesmo sentimento, pelo menos da minha parte: a esperança. Sim, aquele sentimento de “vai que cola”, de “estou aqui curtindo mas vai que...”

No fim, todos eles terminaram de alguma forma, alguns com lágrimas, outros com total indiferença, alguns com pesar, outros com alívio total. Alguns, demorei anos para me recompor, outros bastou dois litros de vinho barato e há aqueles que nem me lembro o nome. Como é mesmo o nome daquele boy que eu fiz jejum de 40 dias para ele ficar comigo porque a irmã da igreja disse que ele era o meu? Acho que era... peraí ... ah, enfim, o fato é que aos 29 não é hora da esperança acabar, aos 30 a vida está só começando.

Não falo aqui de casamento, relacionamento sério, estável, aberto ou amizade com benefícios. Minha esperança é o amor em sua forma mais plena, pura, viva e fulgaz, e não os rótulos, expectativas sociais ou algemas que se espera dele. Quem ama fica, pronto, pelo tempo que quiser, que pode até ser para sempre, que pode até ter anel.

Então retorno a minha história e as distintas motivações que fizeram estar com pessoas, alguns por semanas outros por anos. Não sei dizer quem amei mais ou se amei alguém. Sim, me pergunto que sentimentos foram esses que me causaram tanta agonia e prazer, parafraseando Sandy em “turuturu”. Poderia também considera-los todos como frustrações ou experiências para o currículo, considerando o grande aprendizado, ou todos grandes amores, considerando as erupções quase que vulcânicas oriundas do meu coração.




Talvez por isso a esperança não morra, porque talvez nunca tenha existido, não em sua forma plena e pura. Ou talvez todos eles tenham sido a ponto de se tornar um vício perpétuo em minha vida. Talvez seja essa a graça de tudo, a busca, a descoberta, a diversão do sofrimento, o desconhecido que já sabemos, a novidade com fim tão previsível, a esperança de um novo amor.