sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Sobre a sorte de um amor tranquilo

By Maína Lins


Tudo bem ser poeta neste blog? 

Tudo bem parafrasear Cazuza? E Vinícius?

E com toda a liberdade dos poetas...


“Eu quero a sorte de um amor tranquilo”!
E quem não quer?
Quero um amor tranquilo com frio na espinha, coceirinha no coração e sorriso bobo.
A sorte de um amor tranquilo sem rotina, sem roteiro, sem fluxo.
A sorte de um amor que permita loucuras, que sofra de paixonite aguda e tire o sono.
A sorte de quem tem certeza de ter um amor e a incerteza do “felizes para sempre”.
Um amor tranquilo que “arde sem ver e ainda é ferida que dói e não se sente.”
A sorte de viver um conto de fadas sem necessariamente estar com um príncipe, porque não sou princesa.
Um amor moreno, com sabor de quero mais sem muito mais.
A sorte de quem ama de graça, sem nada em troca e tem todo amor que precisa.
Um amor livre para ficar enquanto houver amor, livre para partir.
A sorte de poder chorar de amor sem julgamento e afogar-se em cerveja.
Um amor instável que ame o tempo todo.
A sorte de um amor tranquilo em meio a mordidas, guerras de travesseiro e desejo.

Eu quero a sorte de um amor tranquilo e não ter paz.

Um comentário:

  1. Pena que nem sempre o amor é este mar de tranquilidade...

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