quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Sobre produção em massa... de meninas.


By Maína Lins

Não gente, não vamos estudar aqui Teoria Geral da Administração, muito menos conceitos Fordistas, apesar de nos apropriarmos da ideia para a evolução deste artigo.

A cada dia percebo como as mulheres perdem suas identidades, gostos próprios para parecerem cada vez mais uma com as outras, em busca de aceitação social ou conquistar o boy.

Logo, o poder de escolha dos consumidores, digo, homens estará comprometido. Não há muito para observar, basta escolher entre a loira ou a morena.

Assim como o modelo Fordista de produção, os produtos, ou melhor, as mulheres sairão idênticas ou similares e em grandes quantidades, com o objetivo de atender a maior quantidade de consumidores, ou melhor, homens. Basta dar uma volta nas baladas da cidade para tal constatação. Meninas vestidas com roupas de elástico, visivelmente desconfortáveis com um modelo que insiste em subir, entrar aqui ou sair acolá. Bom que o desconforto só dura até o primeiro gole de cerveja.


Entretanto, nem as mulheres são produtos, nem os homens são consumidores. Logo, se não somos mercadorias, não precisamos vir embrulhadas para presente, tão pouco atender a critérios de padrão de qualidade. Somos pessoas em busca de amizades, diversão, uma ficada e quem sabe um relacionamento. Cada uma carrega consigo uma subjetividade totalmente ignorada graças ao tal modelo de produção em massa.

Já falamos aqui sobre autoestima, não é mesmo. Então você já sabe o quão linda, poderosa e maravilhosa você é. Sendo assim, não precisa igualar-se para atender as expectativas de outros. Seja você e mostre isso na forma como você se veste e se apresenta. Tenho certeza que, se sentido confortável e segura, vestida de você mesma, logo estará cercada de quem realmente importa, gente que vê além.

Não estou defendendo o desleixo, nem ignoro a necessidade de nos vestirmos de modo a atender outras causalidades, como as profissionais por exemplo. Mas quando o assunto é seduzir, seja como for, esteja linda!

Faça o teste. Eu amo camisas da Dudalina e já fui a encontros vestida assim. Saí do trabalho e fui encontrar o boy com cara de executiva bem sucedida. Gosto de me vestir assim e me sinto bem, assim como adoro vestidos. Também já fui a balada com vestido longo e larguinho e bastou soltar um sorriso simpático para o boy me tirar para dançar.

Então, gata! Se você curte o estilo bandage, saia e cropped, da conta de carregar o look e se sente confortável assim, se joga. Mas se opta por estas peças apenas no intuito de satisfazer o olhar alheio, melhor rever seu armário de roupas, você não precisa disso.


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