segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Sobre eternos recomeços

By Maína Lins

É gata! A vida é difícil. Bom seria que nossa única preocupação fosse a escolha da roupa, do sapato e da make. Entretanto, nossas escolhas são bem mais complexas, as consequências, então, nem se fala. E assim como a escolha de um sapato pode arruinar um look inteiro, algumas consequências de nossas escolhas podem causar grande sofrimento e a necessidade do recomeço.

Corações partidos, momentos difíceis no trabalho, desarmonia em família, não importa. Sempre haverão momentos que nos forçarão recomeçar em meio aos pedacinhos de nosso coração. E juntar esses caquinhos não é tarefa fácil, mesmo aos seres mais evoluídos dotados de tamanha inteligência emocional capaz de bloquear e manipular seus próprios corações. Quanto a nós, os demais, que insistem em arriscar e permitir-se entregar o coração a sorte da vida, cabe apenas tentar recomeçar.

Para esses a dor já é conhecida, velha amiga. E não se trata de maturidade, é só uma forma de viver. Sofreremos, curtiremos fossa em meio a taças de vinho. Amigos, família farão de tudo para ver você sorrir. Mas existem momentos que as palavras ficarão ao vento e não serão capazes de te levantar. Caberá ao tempo e ao poder de regeneração do seu coração a ação de aliviar a dor. É como uma ferida que abre e fecha, deixando uma cicatriz. E cada cicatriz conta uma história, cada cicatriz representa um pedaço relevante da sua vida, um capítulo que findou. 

Algumas dessas histórias terão capítulos longos e extensos, outros serão breves. Mas infelizmente a dor e o sofrimento não estão ligados ao tamanho da história. Capítulos curtos podem trazer grandes cicatrizes.

Depois de tudo isso, quando tudo melhorar. Você irá a Sephora em busca do batom vermelho mais lindo, tão lindo quanto o sorriso que voltou.







PS: Aos que julgam estar bem, entenda que o único capaz de mensurar o tamanho da dor é quem está sentindo. Por isso, se não puder ser solidário, respeite. 

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